Postagens

A RÚSSIA DE PUTIN

A Rússia tem mais veneno que democracia. Os russos sempre foram um povo bélico. A história da Rússia, especialmente no último milênio, demonstra a necessidade de regimes fortes, de comando único e apoiado pela força das armas. Com esta receita os Romanov reinaram 300 anos. Catarina, a grande, flertou com o ILUMINISMO e chegou a acolher o filosofo francês Voltaire, com vagas intenções de introduzir as ideias humanistas em seu reino. Logo abandonou seu intuito convencida que aqueles ideais a destruiriam. A Rússia nunca abandonou seus ímpetos de expansionismo. Seja no passado ou agora, no presente. Sob regime dos bárbaros, dos Czares ou do comunismo. Basta ler sobre as inúmeras guerras por defesa de território ou por desejo de expansão, como na Síria atual. E as cortes russas sempre mataram muito. Especialmente por envenenamento. Busquem Rasputin. É uma tradição, assim como a vodca Agora, em pleno século XXI o povo russo coroa mais um CZAR. O Putin. Nada garante que sem ...

RIO DE JANEIRO E DE GUERRA

Comprar celular roubado, negociar o preço livremente na Avenida Brasil, umas das principais artérias viárias da cidade, em seus engarrafamentos, é um ato normal. Não há repressão. Se isso escandaliza tem mais: as feiras de produtos roubados proliferam. Parece uma cidade sem Lei. A feira de Acari, no bairro do mesmo nome, zona norte da Cidade, famosa por revender peças automobilísticas de carros roubados vai de vento em popa. Assaltos a caminhões de cargas, também na avenida Brasil, são diários e múltiplos. Há uma predileção dos bandidos pelas cargas de carnes. São aquelas em que o produto do roubo é vendido rapidamente.  Pontos de venda funcionam, " organizados ". Dos maiores, um está no bairro de Guadalupe também na Zona Norte, margeando a própria avenida Brasil, atrás do antigo depósito das organizações Sendas. O outro está num dos pontos mais movimentados do Centro da Cidade: atrás da Central do Brasil, onde próximo funciona a sede da Polícia. Isso sem...

RIO DE JANEIRO : O ROUBO É NORMAL

A Cidade Maravilhosa e multicultural deu lugar a uma cidade com medo e permeada por violência e sangue. Não se respeita mais nada. Uma completa inversão de valores toma conta de suas ruas. Feiras de produtos roubados  surgem em vários bairros. E os compradores não se imaginam criminosos.  Assaltos, arrastões, quadrilhas bem armadas; balas perdidas e balas certeiras assassinam policiais e inocentes. Invasões de morros e favelas por quadrilhas rivais com tiroteios sem hora e lugar para acontecer tornaram-se banais. Policia despreparada e com salários irrisórios, armamentos insuficientes. A cada duas horas uma pessoa é ferida por bala na cidade. O  ano de 2018 está começando e já temos mais de uma dezena de policiais assassinados. Ano passado, 2017 foram 137 os policiais mortos, dizem as estatísticas. A cidade do Rio de Janeiro foi a capital política e cultural do Brasil. A crônica de seu cotidiano envolvia sol, samba, sorrisos, poesia e beleza. Tudo aqui tinha ...

AINDA FRANK SINATRA- O CHEFÃO ( final )

Me interessei pelas biografias do Frank Sinatra a partir do ano 2000. Estava em Chicago onde vivia uma filha. Era dia do meu aniversário e ela fez uma reserva me dizendo que eu iria adorar o lugar. Cheguei cedo. Era um lugar chique, sem sofisticação. Um senhorzinho de cabeça branca como barmen era o único habitante naquela hora. Me serviu um dry martini e continuou no que estava fazendo. Pus-me a olhar as paredes do bar. Todas decoradas com cartas e bilhetes. Emoldurados, criteriosamente datilografados, dirigiam-se a um único personagem: o dono do bar, seu amigo. Outra coisa me chamou atenção: em nenhuma das cartas havia maiúsculas. Tudo escrito em letras minúsculas. Não me perdoo por haver esquecido o nome daquele personagem e do lugar. Como não me recordo do nome nunca pude busca-lo na internet. Busquei o bar. Aparece mais de 20 lugares como preferidos do Sinatra na velha Chicago. Um deles diz o mestre Google era-lhe mais assíduo. Mas não há referencias a cartas emolduradas na par...

SINATRA-O CHEFÃO (II)

Imagem
Este é o título do segundo volume da última biografia do cantor Frank Sinatra. Escrita pelo jornalista americano James Kaplan e com 1.211 páginas trata-se de uma obra prima em matéria de biografias. Lançada no Brasil pela  Editora Cia das Letras  em 2015 é leitura obrigatória para quem deseja entender com profundidade o que foi os Estados Unidos no Século XX. Não que o autor se arvore em sociólogo. Mas explica e prova com fatos e versões como Sinatra foi o mais significativo filho das contradições americanas do século passado. O livro mostra que ele passou por todas. Venceu todas. Mostra também como ele se tornou o maior ícone americano até nossos dias. Como diz na orelha do livro “ quando James Kaplan publicou FRANK: A VOZ, o primeiro volume de seu ambicioso projeto sobre um dos personagens centrais da cultura popular do século XX, só admiradores do artista norte-americano sabiam que estavam diante de um empreendimento majestoso”. A história da ascensão de Frank Sinatra (...

FRANK SINATRA- A VOZ (01)

Imagem
Não é uma biografia qualquer. Trata-se da história, e que história, daquele que é considerado o maior personagem do Século XX. E a obra pode estar no pódio das grandes biografias contemporâneas. Soberbo é o trabalho do Jornalista americano James Kaplan nos dois alentados volumes sobre a vida do mito Frank Sinatra. Lançados no Brasil em 2013 pela Editora Companhia das Letras ( www.companhiadasletras.com.br ) o primeiro volume intitulado A VOZ com 747 páginas. Vai do seu nascimento em 1915 no subúrbio nova-iorquino de Hoboque, New Jersey, até 1953 quando ele ganha o Oscar por seu desempenho no filme A Um Passo da Eternidade, interpretando o soldado Ângelo Maggio. O segundo volume (SINATRA- O CHEFÀO) mais denso e volumoso, aborda a última parte da existência do mito e vai até o ano de sua morte em 1998. Não é um livro qualquer. São dois alentados volumes, para não dizer calhamaços. A precisão dos fatos, o teor da narrativa, o volume e a minuciosidade das pesquisas se agregam a um te...

Rio de Janeiro: lirismo na favela

                             Durante anos, muitos anos, ou mesmo décadas, intelectuais, literatos, músicos, compositores, jornalistas e artistas em geral louvavam o morro, as favelas cariocas, em prosa, verso, músicas, contos, crônicas e romances. O verso, a prosa e a frase versavam todos sobre a doce vida no morro. A favela era lugar de beleza; de felicidade. Diziam eles. Essa turma dava o nome a isso de lirismo. Lirismo é o cacete. Aí apareceu a turma do funk e do punk e desmistificou essa história. Seus acordes, rimas e métricas tortuosas cantam a vida como ela é. Com todo o realismo cruel que os cercam.   Não conheço ninguém que se pudesse morar em outro lugar não caísse fora desse lirismo em instantes. Vá lá na Favela do Arará que faz parte do complexo de favelas da Barreira do Vasco no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Vá no Morro do Chapadão, na Pavuna....