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MARATONA DE HACKERS

O ser humano é provido de um rosário de sentimentos nobres e uma penca de outros nada nobres, para não dizer mesquinhos, ultrajantes e sórdidos. Indivíduos são movidos, às vezes, por opiniões e atos estúpidos associados a oportunismo, preconceito, intolerância, estupidez, ganância, inveja, insensatez e vilania. Nada disso impede ou limita a sua capacidade criativa e sua força realizadora. Há um tipo que produz, realiza e dota a humanidade de trunfos sem precedentes na história do homem. E no que diz respeito a tecnologias os exemplos são infinitos e quase diários. Um exército de homens criadores, privilegiados por neurônios férteis, não param de surpreender o mundo e dotar nossas vidas de instrumentos modernos e ágeis na chamada tecnologia da informação. Enquanto navegamos nesse mar de conhecimentos e novidades que tornou o mundo uma pequena caixa de fósforos, e sem fios, desconhecemos que existe um outro exército criativo produzindo e disseminando o vírus do mal. Dotados de uma int...

OS MAIORES HACKERS

Mais parece uma luta de fantasmas travada nas sombras. Nessa história de hackers ou crackers, também parece fantasia na hora de apontar este ou aquele. Quase ninguém conhece um hacker ou um craker. Mas eles existem sim. Há até um site que os qualifica como os do bem e os do mal. E os relacionam por nome, idade e origem. É o IT Security, dos Estados Unidos. Recentemente ele listou os cinco maiores hackers éticos, aqueles que seriam os hackers do bem, e os dez maiores hackers malignos. Eu chamaria estes de crackers. Os cinco maiores hackers conhecidos até hoje, desde o aparecimento da Internet, fazem parte de uma lista em que se destacam os americanos Stephen Wozniak, um dos fundadores da Apple; Tim Berners-Lee, o inventor da WEB, Linus Torvalds, inventor do Linux, e Richard Stallman, inventor do projeto GNU de software livre. O quinto gênio da lista é o japonês Tsutomu Shimomura, tido como o homem que destruiu outro hacker famoso chamado Kevin Mitnick, considerado o maior, desde o adven...

TODO CUIDADO É POUCO

Quinhentos bilhões de dólares, montante para fazer frente em qualquer orçamento dos países do primeiro mundo. É metade do Produto Interno Bruto, o PIB do Brasil, a sétima economia da terra. É um mundo de dinheiro. É mais que o movimento financeiro do tráfico internacional de drogas em um ano. Pois são essas as cifras computadas por empresas de segurança em Rede e por órgãos internacionais, abocanhadas pelos custos causados pela bandidagem virtual, anualmente. Só no Brasil, no ano de 2010, a empresa de antivírus Norton, acredita que os custos e perdas tenham chegado a 63,3 bilhões de dólares. Essa estimativa é feita com base em levantamentos realizados pelas polícias, entidades financeiras, empresas de antivírus e outras de fiscalização e controle, internacionais. As fraudes são multifacetadas. Mas na imensa maioria a identificação é o descuido com procedimentos, mínimos, de segurança desde a pessoa física, passando pelas pequenas empresas até as grandes corporações e governos. Uma das ...

UM NEGÓCIO DIFERENTE. BEM DIFERENTE.

O mais interessante, e até engraçado, nesse mundo da tecnologia da informação que abastece Estados e pessoas na guerra do chamado ciberterrorismo, é que a luta se dá nos bastidores, na mais completa escuridão. Jamais veremos anúncios, linhas de produção ou compêndios enaltecendo essa ou aquela marca, destacando esse ou aquele processo de produção, ou exaltando esse ou aquele engenheiro ou técnico da linha industrial. Tampouco saberemos preços e condições de entrega do produto acabado. E outras vezes um produto é lançado na rede por um, ou por um grupo de hackers, ou crakers, das dezenas que proliferam pelo mundo sem nome e sem endereço e jamais saberemos quem são. Muitas vezes aquele produto foi criado por uma mente genial, que chegou a fazer uso, e em seguida o processo vai para o lixo, não gerando e nem deixando rastros de conhecimento para uma evolução tecnológica tal e qual estamos habituados a conhecer. Doido mundo esse. E tem mais. Esse doido mundo, em sua grande maioria, é ha...

ANTIVÍRUS: COMO VIVER SEM ELE?

Se você não quer ter problemas com vírus adquira um computador Apple. Seu antivírus é poderoso e infalível. E melhor ainda é automático. E mais ainda, você não precisa ficar escravo de atualizações. Na minha modesta opinião essa foi a grande contribuição do Steve Jobs para a indústria de Internet. Até hoje não foi notificado nenhum ataque de vírus aos iPads em todo o mundo. A verdade é que o brasileiro não acredita muito que o seu computador pessoal possa ser invadido por um vírus e que este possa lhe causar danos e prejuízos financeiros. E o mais incrível é que o Brasil figura em primeiro lugar na lista do ranking que mede o tempo dedicado pelas pessoas, no seu dia, para navegar na internet. Ou seja, no mundo, somos o povo que mais tempo fica em frente do monitor do computador. Mas também somos aqueles que mais têm seu computador assolado por todo tipo de vírus. O brasileiro, descuidado, não gosta ou não acredita nos antivírus. Pesquisa e estudo realizados pela empresa de antivírus e ...

QUEM SÃO ELES?

Mas como detectar, encontrar, e pegar um hacker de carne e osso? Como se defender dos ataques dos grupos e indivíduos criminosos que infectam a rede com seus vírus poderosos causando danos irreparáveis, às vezes como contra-atacar, surpreender ou mesmo se proteger desses “terroristas virtuais”? Dedicada a essa tarefa floresce uma suculenta e próspera indústria, sobretudo de pequenas e médias empresas, especialmente na cidade de Palo Alto, localizada no Vale do Silício, na Califórnia, nos Estados Unidos. É de lá que vem as grandes empresas virtuais como Google, Facebook e muitas outras. É lá também onde nasceram e prosperam as corpulentas do ramo como Microsoft e Apple, dois dos gigantes da área de software. Mas é lá também para onde acorrem empresas de todo tipo como bancos, vendedores de serviços e principalmente governos, de todo o mundo, em busca das novidades na área de software para fortalecerem seus sistemas de defesas e suas áreas de investigações contra a invasão dos intrusos v...

HACKERS E A CIBERGUERRA

Com certeza você nunca ouviu falar de BOTNET ou STUXNET. E muito menos ouviu sobre EXPLOITS ou CODE WAR (Guerra de Códigos). Estes nomes estranhos, alguns nem conhecem a tradução adequada, servem para denominar algumas das mais conhecidas estratégias de lançamentos de vírus nos computadores pessoais ou na rede de internet. Muitos deles são verdadeiros exocets e são usados como “bombas” na guerra cibernética. Antigamente os sistemas de defesa dos países e empresas envolvidas na Guerra Fria ou na competição industrial, funcionavam, especialmente, na base de informantes, roubos de projetos ou informações pessoais, sequestros de cientistas, aviões espiões e avaliações profissionais precisas sobre os arsenais inimigos ou sobre projetos desenvolvidos por empresas e destinados ao mercado, com inovações tecnológicas que iriam deixar o concorrente anos-luz na frente ou para trás. Os lances mais ousados e conhecidos desse passado recente habitaram o mundo da indústria automobilística, de desenho...