24 de fevereiro de 2019

1964.... 1968....

                                              
Enquanto Moscou e Havana formava os guerrilheiros a América Latina e a África se desintegravam, institucionalmente. Aqui, na América do Sul, os países viviam numa ebulição política sem precedentes. Nós, brasileiros, saíamos da euforia desvairada do governo Juscelino Kubitschek, marcado pela sigla JK, ou o slogan 50 ANOS EM CINCO e entravamos na era Jânio Quadros eleito pelas urnas do ano de 1960 com a promessa de varrer a corrupção. Seu símbolo era a vassoura. Che Guevara pontificava sob a bandeira do pan-americanismo emoldurado no retrato de uma entidade chamada Organização Pan Americana, a ponto de ser condecorado, no Palácio do Planalto, pelo governo Jânio Quadros, tido como de Direita.

O governo Jânio Quadros duraria pouco: oito meses. Perdido e sem rumo seu governo acabou em pouco menos de um ano sob uma renuncia cheia de interpretações rocambolescas a esconderem a precipitação e a loucura do personagem. A elite intelectual e capitalista estava com ele. Realizando concessões à direita e à esquerda chegou a um ponto que o País ficou ingovernável. Camuflou a incompetência e despreparo numa carta de renuncia até hoje inexplicável. Levou para o túmulo as dúvidas e o imbróglio protagonizado por ele e que jogou o País no movimento de 1964.

Com a renúncia do Jânio Quadros assumiu seu Vice o João Goulart. O Congresso Nacional já estava totalmente contaminado e povoado pelos interesses da Esquerda. Fora dele uma poderosa Republica Sindical pontificava entranhada em todos os setores do governo e da sociedade. Goulart socorria-se deles por conveniência e oportunismo para equilibrar seu governo. Trefego e envolvido por um Congresso formado por uma elite sem rumo sua gestão desaguou no Parlamentarismo. De 1961
a janeiro de 1963 o Brasil foi governado por três gabinetes parlamentaristas marcadamente de Esquerda. Ela se espraiava por todos os cantos e sob varias formas. Da igreja, passando pelo Congresso, pela mídia e no Executivo. O Brasil estava pronto para cair nas mãos do regime marxista. Ou melhor, já estava nele.

Através de um plebiscito realizado em janeiro de 1963 o governo Goulart recuperou a autonomia do presidencialismo numa outorga expressa dos eleitores brasileiros. A situação do país já era degradante, tanto do ponto de vista político quanto econômico. De janeiro de 1963 até março de 1964 o Brasil se tornou a terra do caos. Greves ininterruptas, escândalos sucessivos, convulsões sociais e um quadro socioeconômico cada vez mais fora de controle. A elite politica percebendo a gravidade a partir de janeiro de 1964 começa a rondar os quartéis. A classe média, fortíssima, foi para as ruas manifestar oposição ao governo Goulart e clamar por uma solução, qualquer, para salvar o país.

A situação do Brasil era tão desesperadora que em março de 1964 os militares começaram a movimentar tropas. Goulart foi embora para o sul do país e de lá para o Uruguai. Milagrosamente fez-se uma revolução sem tiros, sem mortes, sem vítimas.
Militares e políticos se concentram na figura do Marechal Castelo Branco. Ele foi eleito pelo Congresso Nacional Presidente do Brasil. A Esquerda, com o apoio de Havana e Moscou, perderia de novo a chance de governar o Brasil. Dessa vez ela ficaria de fora por longos 30 anos. De fora do Poder. No Congresso Nacional e na máquina do governo ela sempre reinou. E aí veio 1968 com muito sangue e guerra. No próximo artigo saberemos mais.

3 de fevereiro de 2019

O PÓS GUERRA


                 
A realidade de pós-guerra foi o mundo com feridas abertas por todo canto e bi polarizado na área econômica, politica e ideológica. Estados Unidos e a URSS iriam definir suas zonas de influencia com base em seus fundamentos econômicos e que viriam a ser suas escolas políticas. O primeiro, capitalista, seria a Direita. O segundo, comunista, seria a Esquerda. Naquele cenário os continentes latino e africano eram o rebotalho do mundo.

Nesta concepção as duas esferas econômicas se consolidaram. Na África, também colonizada pela Europa, o cenário de pós-guerra foi a instabilidade política gerada pelo redesenho geográfico. Instalaram-se ferrenhas ditaduras. Saques de riquezas naturais e a total e completa ausência de evolução social. No Oriente Médio monarquias absolutistas permaneceram, algumas outras surgiram e outras sucumbiram a regimes cruéis, fechados e déspotas.

Aqui, na América Latina, a maioria dos países saiam de regimes políticos despóticos. Eleições viciadas e um capitalismo corrupto por toda parte. Crises institucionais grassavam. No Brasil não era diferente.

 Muito antes da Segunda Guerra Mundial o comunismo já flertava com a nação brasileira. Desde o ano de 1922 que a Esquerda namora o Brasil. Nossa história política dos últimos cem anos está cheia de episódios pontuados por influencia da então URSS. Chegaram, inclusive, a influenciar militares, com destaques para o Capitão Luiz Carlos Prestes e o Tenente Agildo Barata. Eles, e outros, muitos outros, pontificariam por décadas na Esquerda brasileira.

Os Estados Unidos apesar de estarem presente nas duas guerras mundiais, na verdade, nunca foram de ocupar geograficamente outros territórios. O capital sim. O capital não necessita de quartéis, movimentos ideológicos nem guerrilheiros. Ele precisa de ideias e empreendedores. Olha a Direita aí. Diferente da URSS que desejava ocupar o que pudesse. Para esse objetivo se fazia necessário ocupar territórios, instalar simpatizantes do seu credo, banir a livre iniciativa e destruir toda e qualquer estrutura da civilização judaico-cristã.

O marxismo para prosperar necessita de território livre. Para sobreviver seus agentes precisam da formação de gerações contínuas dispostas a tudo. A mesma fé com que o capitalista se nutre para desenvolver sua ideia o comunista professa para consolidar sua ética e sua doutrina. A URSS entendeu que era necessário formar seu exército de ideias. Para isso seria necessário formação guerrilheira para garantir o Poder pela luta armada e formação cultural para a fidelidade e desenvolvimento da doutrina. Era necessária a escola de pensamento marxista em cujo credo se assenta a Esquerda. Daí partiria para a conquista da África e a América Latina. Cuba lhe caiu nas mãos como uma luva.

Em 1960 Moscou cria a Universidade Russa da Amizade dos Povos Patrice Lumumba. Batizou-a em homenagem ao guerrilheiro Patrice Lumunba (1925-1961) líder político e Primeiro ministro do ex-Congo belga, na África. E saiu pelo mundo em busca de jovens para lá se formarem. Eu mesmo tive um primo oriundo do interior da Bahia integrante da primeira leva de recrutados pelo Partido Comunista Brasileiro, PCB, que lá se formou em agronomia. A intenção de Moscou era formar a “juventude comunista mundial”. E formava guerrilheiros também. Estes nos quartéis do Exército Vermelho.

Narram historiadores que Lumumba em seu começo buscou a ajuda dos Estados Unidos e da própria Bélgica para se consolidar (olha a Direita burra aí de novo) e ambos lhes viraram as costas. Em 1963, após a crise dos mísseis, Cuba cai nas mãos de Moscou como uma luva. Ela iria formar os guerrilheiros da América Latina. Os líderes cubanos se envolveriam na linha de frente. Veremos como em outro artigo.

Hildeberto aleluia é Jornalista. Autor do livro O FUTURO DA INTERNET- O MUNDO DA DÚVIDA
Editora topbooks

30 de janeiro de 2019

josé neumanne pinto entrevista hildeberto aleluia


Nêumanne entrevista Aleluia:
Sobre este site
POLITICA.ESTADAO.COM.BR
Autor do livro O Futuro da Internet avisa que Bolsonaro chegou ao poder sozinho, perdeu 10 milhões de votos de um turno para outro, mas a massa

24 de janeiro de 2019

A ORIGEM DA GUERRILHA


 Após a Segunda Guerra Mundial, com o mundo dividido e partilhado entre os dois gigantes, Estados Unidos e a URSS, os líderes políticos desses dois países logo se foram. Seus sucessores deram curso à história. Com o advento da guerra fria a URSS queria mais. Em Cuba uma revolução armada triunfava em 1958 e poucos anos depois a revolução castrista caia no colo da União Soviética.

Em 1963 veio a crise dos mísseis. Foi uma provocação explicita do então Secretário Geral do Partido Comunista russo e líder Soviético, Nikita Kruschov, de instalar mísseis balísticos, intercontinentais, em pleno território cubano, na cara da Flórida. Naqueles dias de 1963 o mundo ficou apreensivo diante da possibilidade da crise se expandir para uma outra guerra mundial. Foi contornada. O então Presidente dos Estados Unidos, John Kennedy passou ao mundo a impressão de que havia vencido a contenda. Os navios de Kruschov recuaram. Kennedy aceitou os mísseis já postos em território cubano e a situação voltou ao normal. Fidel Castro e o argentino Che Guevara viraram estrelas mundiais. O mundo soviético ia tirar proveito disso.

 O capital americano se expandia pelo mundo numa velocidade impressionante. No vácuo da colonização europeia, mais de duas décadas depois de encerrada a Segunda Guerra Mundial os comunistas russos se voltam para a África e a América Latina como territórios a serem incorporados. Cuba seria a ponte.

Ambos, os continentes, integrados por países institucionalmente frágeis e territorialmente ricos, eram um solo fértil e fácil de serem incorporados. De lambuja havia na América Latina uma Igreja, católica, poderosa, e alinhada com políticos jovens formados na esquerda marxista. De pronto havia uma base ideológica. Faltava o teatro de operações. Era necessário montar o enredo e criar os personagens. Assim, nasce em Cuba a maior escola de guerrilha que o mundo já viu. Com o apoio Soviético manadas de jovens desembarcavam em Havana e na própria Moscou. De quase todos os países latinos e africanos. Iriam ser formados para tornar suas pátrias comunistas. Fidel Castro e Che Guevara centraram seus holofotes nesse mundo novo. Moscou tinha uma sólida base de formação comunista para se contrapor ao triunfo do capitalismo na América, na Europa e na Ásia. Escolas de guerrilha iriam formar os combatentes para assumirem a África e América Latina. Isso é o que veremos no próximo artigo.

19 de janeiro de 2019

CAPITALISMO E COMUNISMO



 Em fevereiro de 1945 logo após o fim da Segunda Guerra Mundial os senhores da guerra se reuniram na cidade de Yalta, na Crimeia, sul da Rússia, beira do Mar Negro, para dividirem o mundo de acordo com as novas conveniências políticas. O Primeiro Ministro inglês Winston Churchill, o Secretario Geral do Partido Comunista da Rússia, Josef Stálin e o Presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt. Sob as estrelas do céu dos vencedores tinham muito o que dividir. Ali decidiram o fim da guerra, definiram as novas zonas de influencia e assinaram os acordos.

Há relatos variados, testemunhos diversos e interpretações múltiplas. Ao que parece levou menos aquele que mais lutou: Churchill. Pelo menos é a conclusão que se pode chegar ao ler as memórias do Primeiro Ministro Inglês. A Inglaterra ampliou em muito pouco sua zona de influencia. Ficou com o que tinha e restando ainda sua reconstrução. Historiadores ainda nos devem relatos.

    Os Estados Unidos se deram por satisfeitos com a divisão da Alemanha, as sanções ao Japão e as novas perspectivas para o capital americano. Não era pouca coisa. A Rússia levou metade da Alemanha e ampliou sua zona de influencia no território que viria a ser conhecido como Cortina de Ferro.

A Europa livre, com a ajuda do dinheiro americano se formaria num extraordinário bloco econômico, com destaque para uma saudável política social que viria a ficar conhecida como a Social Democracia Europeia. Países pequenos, com baixa taxa de natalidade e altamente escolarizados, incorporaram, com rapidez, tecnologia moderna. Deram inicio a um vigoroso ciclo econômico que dura até os dias de hoje.

Destaque especial para a Alemanha Ocidental. Com a queda do Império Soviético em 1989 a Alemanha Oriental viria a ser incorporada pela Ocidental e hoje é a quarta potencia econômica do mundo. Esse eldorado já dura quase oitenta anos. Agora, nos dias atuais, as águas do tsunami social começam a se agitar e prenunciam o mar de problemas do que será a Europa em poucos anos. A Social Democracia está se exaurindo e a Europa virou um continente “socialista” ditado pela Comunidade Econômica Europeia. A política mudou muito mais a imigração e a economia estão mudando muito mais o cenário de sonhos.

De acordo com o livro Memórias da Segunda Guerra Mundial, as memórias do Churchill, (editado em 1957 e lançado no Brasil pela Editora Nova Fronteira) em determinada manhã de conversações quando da conclusão da divisão do mundo, Roosevelt se dera por satisfeito com o resultado das conversas. Narra o ex Primeiro Ministro inglês, no penúltimo capítulo do segundo volume que chamou a atenção do Presidente dos Estados Unidos, por inúmeras vezes, quantos aos Bálcãs (região montanhosa da Europa localizada no sudoeste do Continente Europeu, banhada pelos mares Adriático e Jônico. Faz fronteira com o Oriente Médio e é banhada também pelos rios Danúbio, Kuava, Moravia e Maritsa). Hoje a região é composta por onze países.

Churchill queria que constasse nos tratados que sacramentaram a divisão do mundo que a região dos Bálcãs fosse declarada território livre. A narrativa dele é impressionante. Intuía que a região iria inteira para os braços do comunismo. E assim foi. Como Roosevelt não deu atenção, Stálin levou mole toda a região que foi incorporada à então União das Republicas Socialistas Soviéticas, a URSS. Churchill logo a chamaria de A Cortina de Ferro. A partir daí o mundo se dividiria em dois: capitalista, liderado pelos Estados Unidos e comunista, liderado pela União Soviética.

10 de janeiro de 2019

A ESQUERDA E A DIREITA


                                  

Tudo e todos que não estiverem alinhados do ponto de vista político, social e filosófico com as ideias de esquerda é automaticamente considerado de Direita pelos profetas da Esquerda. Nessa designação cabem os militares e os filósofos que pensam o contrário ou ainda aqueles que advogam o banimento total do pensamento de esquerda. A estes vai a designação de extrema direita.

Na realidade, sob o manto de uma sociedade igualitária a Esquerda odeia mesmo é o capitalismo e a livre iniciativa. Ela advoga o Poder do Estado como o altar aonde todos devem se curvar. Tal qual a monarquia absoluta. Mas é sob a égide da chamada “esquerda democrática” que os socialistas e comunistas costumam triunfar. Se apoderam do Estado e depois esmerilham a propriedade privada os direitos individuais.

Pesquisando o tema encontrei:  

-O conceito de direita "varia entre sociedades, épocas históricas, sistemas políticos e ideologias. De acordo com o The Concise Oxford Dictionary of Politics, nas democracias liberais, a direita política se opõe ao socialismo e à socialdemocracia. Os partidos de direita incluem conservadores, democratas-cristãos, liberais e nacionalistas e os da extrema direita incluem nacional-socialistas e fascistas”.

A Esquerda colocou nesse balaio ideológico todos aqueles que pensaram e pensam o capitalismo, o mercado e a livre iniciativa. Pasmem, o cristianismo foi junto. Ela se isolou de tudo aquilo que não esteja ligado ao seu discurso radical, totalitário e hegemônico; ela se divide em muitas correntes. No Poder se irmanam e comungam de uma única fé: a ditadura do proletariado.

Eles têm horror ao capitalismo. Com essa bandeira, a partir da URSS se instalaram mundo a fora. A Esquerda só é democrática enquanto não chega ao Poder. Lá se instalando desaparece todos os vestígios de convivência com o contrário.

É muito mais rica, criativa e alentadora a obra dos pensadores de direita. Se dúvida mergulhe na obra daquele que é tido como o primeiro a olhar o capital e o mercado, e fundamentar suas ideias num pensamento conciso que deu origem à filosofia de direita: Adam Smith (1723-1790).

Adam Smith foi um filósofo e economista britânico nascido na Escócia. Teve como cenário para a sua vida o atribulado Século das Luzes, o século XVIII. É o pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Sua obra é estupenda.

Uma Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, mais conhecida simplesmente como A Riqueza das Nações é a obra mais famosa de Adam Smith. Composta por 5 livros, foi publicada pela primeira vez em Londres em março de 1776, pela casa editorial de William Strahan e Thomas Caldell.

Tal como a Esquerda, a Direita também tem milhares de teóricos que se dedicaram a pesquisar, estudar e fundamentar seu pensamento. Não seria exagero afirmar que a obra literária da Direita é muito mais fundamentada. Inclusive entre nós brasileiros.

Temos grandes pensadores de Direita hoje totalmente ignorados. Temos grandes pensadores, católicos, como o Gustavo Corção por exemplo. Temos o Roberto Campos, cuja genialidade ultrapassou nossas fronteiras. Mas não temos uma Escola onde se cultuem esses valores. A Esquerda criou o monopólio do pensamento político no Brasil e invadiu da Igreja à Universidade. Passando pela Mídia. Cá entre nós, a Direita foi burra quanto a essa lacuna.

Desde a era Itamar-FHC a Esquerda tem a pauta do Brasil. Por trás de cada causa existe um pensamento estruturado, refletido em seguimentos minoritários da nossa sociedade. Por mais de trinta anos estes seguimentos possuem representantes no Congresso Nacional que moldaram jurídica e economicamente o nosso modelo de Estado. Não se desmonta esta estrutura com discursos.

 Um novo governo foi eleito apelando para a consciência do individuo e milagrosamente deu certo. Mas é pouco, muito pouco, para se avançar numa pauta liberal. Até porque alguns seguimentos que apoiam esse novo governo, os evangélicos por exemplo, não se sabe direito o que desejam e qual modelo de Estado imaginam. Os evangélicos têm sua pauta de acordo com seus dogmas: contra o aborto, contra a ideologia de gênero e sua ferrenha e consolidada fé em Deus. Trata-se de uma pauta puramente cristã.

 Se olharmos para o seguimento católico desconhecemos sua defesa num modelo de Estado. Dividido, o catolicismo navega em várias correntes políticas. Seu grupo que apoia a Esquerda, como a turma da Teologia da Libertação, tem clareza de pensamento ideológico no modelo totalitário de Estado, ou o chamado socialismo democrático, bolivariano.

A Esquerda tem seu modelo de pensamento disseminado em todos os grupos de poder da sociedade brasileira, abrangendo do ensino ao setor econômico e financeiro e até no judiciário. A Esquerda durante esses trinta anos não encontrou um pensamento de Direita estruturado enquanto ideologia. Só temem, ao que parece, o setor militar. Daí o combate ao recrutamento de militares para o núcleo de administração do novo governo.

26 de dezembro de 2018

A ESQUERDA PARA PRICIPIANTES


   

No começo de minha carreira, em alguma redação de algum jornal do passado lembro de alguém que entrava na redação, sempre gritando, “a direita é burra.” Eram os idos do final da década de sessenta do século passado. Repórter jovem e sem experiência me limitava a ouvir. Pelas imagens que guardo no canto de minha memória aquele jornalista entendia de história política. Eu ia para casa com aquilo na cabeça. Será mesmo que a direita é burra? Mas não era ela que estava no poder? Como pode ser burra? Me questionava. Isso veremos em outro artigo.

Eu cobria o Ministério da Guerra no Palácio Duque de Caxias, no bairro Central do Brasil, da cidade do Rio de Janeiro. Lá era o centro nervoso do Poder Militar da época. Com o tempo e meu trabalho fui entendendo por que ele achava a direita burra. Queria entender mais. Fui estudar política e ciência social. Resumindo, para os iniciantes, aqui vai um simplório retrato da esquerda política.

A Esquerda tem um pensamento estruturado enquanto ciência politica, assimilado e perfeitamente aplicado ao Poder por seus militantes. Fora do Poder se dedicam a estudar e estruturar a ciência política para a hora da chegada. Dentro do Poder assumem sem constrangimentos a ideologia de Karl Marx (1818-1883) adaptada aos tempos modernos pelo italiano Antônio Gramsci (1891-1937) e temperada pela assombrosa obra do americano formado na Universidade de Chicago, Saul Alinsky (1909-1972)

Essa tríade de pensadores representam a espinha dorsal da ideologia de esquerda hoje praticada. Toda essa obra está estruturada com o objetivo principal de destruir os valores da cultura judaico-cristã, a liberdade, o capitalismo e em seguida implantar a ditadura do proletariado. Um foi aprimorando o pensamento do outro na aplicação de regras para ganhar o Poder. A rigor podemos afirmar que nas obras deles estão as raízes do comunismo moderno.  Sendo que o primeiro, Karl Marx (1818-1883) revolucionário e intelectual alemão, fundador da doutrina comunista. Ele ainda atuou como filósofo, economista, historiador, jornalista e teórico político. Pioneiro, com sua vasta obra se contrapunha ao capitalismo justificando a Ditadura do Proletariado chegando ao Poder. Sua obra principal é sobejamente conhecida como O CAPITAL. Mais tarde seus cultores e adeptos encontraram ali a cartilha para implantar as ideias pela força das armas. E assim foi através de seus discípulos mais proeminentes: Lenin, Trotsky e Stalin. Com eles e pela força das armas o marxismo se impôs e formou em 1918 a URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas) sem se incomodarem com o assassinato de cerca de 50 milhões de pessoas (só na União Soviética) para reinaram por 70 anos no Século XX. Depois temos a China e Cuba. Para ficar nos principais. Nesses dois países a força das armas se impôs em revoluções sangrentas e prevalecem até os dias de hoje. Antes com o apoio da URSS, e hoje com minguados de vários países. Inclusive do Brasil. A China, onde Mao Tse Tung (1893 -1976) se impôs, também, numa revolução que durante seu reinado ceifou a vida, por assassinatos, segundo alguns autores, de cerca de 60 milhões de pessoas.

 Na Wikipédia encontramos essa definição para a esquerda e direita:

O termo esquerda e direita na política nasce no contexto de emergência da Revolução Francesa, "delegados identificados com o igualitarismo e reforma social sentavam-se à esquerda do rei; delegados identificados com a aristocracia e o conservadorismo, à direita. [...] ao longo do século XIX na Europa a distinção entre esquerda e direita passa a ser associada com a distinção entre liberalismo e conservadorismo"

O certo é que desde Marx a Esquerda não parou de pensar e disseminar seu pensamento por todos os meios possíveis e imagináveis. Quem leu Gramsci sabe perfeitamente como se dá o processo. A maioria dos brasileiros nem sabe de quem se trata. Mas a eficácia de sua cartilha está por todo canto. Nós, brasileiros, assimilamos, institucionalmente, em banais reportagens da mídia e até em decretos do governo a expressão “sociedade civil”. Isso não existe. Passou a reinar a partir da obra do comunista italiano Gramsci. Ele a usou para designar um grupo de gente componente de uma nação, numa intuitiva denominação para isolar o estamento militar que em sua obra, e por toda a esquerda, só é reconhecida na chamada ditadura do proletariado. Após a primeira guerra mundial passou a ser assim. A esquerda isola o estamento militar da sociedade. Só o reconhece após a tomada do Poder quando passam a designar as Forças Armadas, de forças armadas populares, ou exército popular de libertação, ou mais ainda exército bolivariano, como na Venezuela e na Bolívia. Não sem antes descaracterizarem as Forças Armadas renovando seus membros em toda a hierarquia em busca do afinamento ideológico.

A esquerda não parou no gramcismo. Evoluiu com milhares de autores e passou a ter uma presença significativa nas universidades, na Igreja, na mídia, nos partidos políticos e nos parlamentos. A partir dos anos sessenta do Século XX apareceu o Alinsky. Controverso e demoníaco. Sua obra é significativa e torpe. Nenhum pensador de esquerda aborda a tomada do Poder como ele no seu livro REGRAS PARA RADICAIS. (No Brasil pode ser adquirido na www.amazon.com) Em suas justificativas, elenca uma exorbitância de ações para solapar a sociedade constituída e assim implantar a nova ordem revolucionária. O livro está adotado inclusive pelos radicais islâmicos. Impressiona a destreza com que maneja fatos e argumentos em busca do seu objetivo. Impressiona tanto que dizem estar entre seus admiradores o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e a ex-candidata Hilary Clinton que teria feito sua tese de mestrado com a obra do autor. É o guru da esquerda americana e dizem alguns do novo Partido Democrata.

 E se o leitor desejar um mergulho profundo para saber como a esquerda deseja destruir a sociedade capitalista vale muito a leitura do livro JOGANDO PARA GANHAR ( LVA- Editora, 2018) do atual Secretário de Segurança do governo eleito do Estado do Rio de Janeiro, ex-consultor do Banco Mundial e um dos fundadores do Partido Novo, professor Roberto Mota. Como está explicado na contracapa do livro, trata-se de uma obra que “é um conjunto de histórias, ideias e reflexões sobre o Brasil, nossa cultura, política e sociedade, bem como sobre o momento que vivemos. É uma conversa sobre passado e futuro, sobre medo e oportunidades, e sobre as causas dos nossos problemas.”

Em suas páginas pode-se notar um invejável trabalho de pesquisa e um acurado retrato de como a Esquerda vem se enraizando no Brasil nas últimas décadas.

Roberto Motta traz por essa leitura figuras interessantes como Louva Harari, autor de “Sapiens” e de “Homo Deus”. Dois textos especiais são dedicados à guerra política, através de discussão de livros essenciais ao assunto: “A Arte da Guerra Política” e “Take No Prisoners” de David Horowitz, e “Regras Para Radicais”, de Saul Alinsky. Esses capítulos vão interessar a liberais e conservadores por sua análise objetiva – e, seguindo as ideias dos dois autores, politicamente incorreta – da realidade da disputa político-eleitoral. O segundo destaque do livro são os ensaios dedicados à segurança pública, que expõe mitos, falácias e mentiras. Mas a leitura do livro tem muito mais: mostra como estamos perdendo a guerra. E porque.

Veremos mais sobre a Esquerda aqui mesmo no próximo artigo. E num outro, mais adiante, sobre a Direita que o Jornalista do primeiro parágrafo achava burra.

14 de dezembro de 2018

O MILITAR E O JORNALISMO


Impressiona e é um espanto. A velocidade e a forma como o jornalismo (aí leia-se como jornais impresso, revistas e televisão) está se descaracterizando. Agredindo fatos e navegando contra a realidade ele vai morrendo sem explicações aparentes. Muitas vezes vale se perguntar onde querem chegar. Omissões, ideologia, ignorância, má formação, má administração e má fé. Esses, alguns dos ingredientes que estão na panela onde ferve e se desmancha o jornalismo atual. Não é só a internet que o ameaça. Depois da internet seu maior algoz é o próprio jornalista. Salvo destacadas e honrosas exceções.

Nesse burburinho a velha mídia se perde e naufraga. Não é só no Brasil. É no mundo inteiro. Com peculiaridades, diferenças e volumes. Mas no Brasil é especial. Nas últimas eleições um candidato, solitário, sem partido, sem representatividade no Congresso Nacional, sem acesso à velha mídia, sem dinheiro, sem linha direta com os chamados formadores de opinião navegou pela internet captando o sentimento de uma larga parcela do eleitorado. Esse sentimento não foi, se quer, captado pelos institutos de pesquisas. Bolsonaro virou gênio. Engoliu a todos.
Toda a teia do jornalismo de TV, de rádio e jornais, ignora, solenemente, o que a maioria da população pensa. Acusado de racista, nazista, homofóbico, direitista, ditador, violento e despreparado ele foi navegando. A velha mídia dava guarida a essas argumentações e ainda buscava matérias extras para substanciar esses adjetivos. Mesmo assim venceu. Venceu a mídia, venceu a esquerda, venceu o judiciário, venceu os bancos, venceu o Congresso Nacional e o governo, venceu todo o segmento de poder instalado no país nos últimos trinta anos.

E o que é pior: após a vitória a velha mídia continua tratando o candidato eleito com um solene descrédito.  

Bolsonaro forma um gabinete de incontestável probidade e formação profissional. Nem assim é reconhecido por eles. Bolsonaro arma um governo perfeitamente de acordo com o pensamento daqueles que lhe votaram. Os jornalistas da velha mídia, em sua maioria esmagadora só enxergam militares. Claro que há exceções. Muito poucas. Mas essas exceções trabalham com mais independência em seus próprios blogs do que nas páginas e vídeos da velha mídia. Logo após a eleição a velha mídia tratava o Bolsonaro com deboche. Agora o trata com ironia e desdém.

Chega a ser cansativo. Como se militar fosse um bicho que deveria viver enjaulado e fora do nosso contexto politico e social. A velha mídia não sabe que o militar é um profissional admirado pelo brasileiro. Respeitado e querido. E de formação exemplar. Eles insistem em apontar o numero de militares no governo como se fosse uma ameaça. Tentam acuar, aqui e ali, os interlocutores, com perguntas estapafúrdias e analises estupidas.

Os leitores não sabem: quem não gosta de militar é a imensa corrente de jornalistas engajados na ideologia de esquerda. E não gosta porque o militar, ao longo dos últimos cem anos, foi sempre a barreira, a última barreira que se interpõe toda vez que a esquerda totalitária quer dominar o país. Normalmente o Congresso Nacional se rende, o judiciário se rende, as elites se aconchegam e se locupletam. Aí o povo, e alguns outros, poucos, vão bater na porta dos quarteis. E o militar é sempre quem salva a pátria e a liberdade. Os jornalistas não sabem. Não conhecem a história, em sua maioria. Mas a nação sabe. O Jornalista não sabe nem que a continência é também um ato de respeito e de admiração. Pensam que é apenas um ato de submissão.

Assisti na Globo News, na semana de 19 a 24 de novembro de 2018, inúmeras vezes, repórteres e comentaristas se referirem a “um assessor de segurança nacional “do governo dos Estados Unidos, que visitaria o presidente eleito no dia 25 de novembro. Por omissão, inexperiência, por ignorância ou má fé, desconhecem que o Conselheiro de Segurança Nacional do Presidente dos Estados Unidos é quem visitava o Presidente eleito do Brasil. E que ele é um dos quatro mais importantes executivos do governo americano, antecedido pelo próprio Presidente, pelo Secretário de Estado e pelo Secretário De Defesa. Não creio que seja ignorância. Nem preguiça de realizar pesquisa. Acho que é descrédito mesmo.

Essa mesma mídia, a velha mídia, é aquela que permanece com olhos e ouvidos fechados a muita coisa que aconteceu no Brasil desde a era FHC. Por interesses diversos, e cumplicidade, o leitor ficará por muito tempo sem saber. Vem tomando conhecimento, aos poucos, pela internet. A velha mídia morrerá antes que possa contar a verdadeira história do Brasil dos últimos trinta anos.

25 de novembro de 2018

UMA NOVA ECONOMIA URGENTE


               

 O Brasil tem a economia mais fechada e mais subsidiada do mundo. Além de mergulhado num debate ideológico velho e superado, vive, também, nos tempos modernos, voltado para o passado. Consequência de políticos velhos, superados, mofados. Foi ótimo o resultado das últimas eleições. Mandou para casa uma velharia inútil. Vai renovar o ideário e comungar com as necessidades do Brasil de hoje. O Brasil de ontem tem raízes muito profundas. E podres. As razões que nos asfixiam, econômica e politicamente são solenemente ignoradas pelo Executivo federal e pelo Congresso Nacional. Aumentam os gastos a roldo. Em final de mandatos, executivo e legislativo agem, aparentemente, sem controle. No Congresso as evidencias são as “pautas bombas “. Aumentos de salários sem previsão orçamentária é a parte mais evidente. No Executivo a evidencia maior foi a autorização de incentivos para a indústria do automóvel.

Nosso setor industrial é velho, ultrapassado. Só opera com amparos dos governos através de subsídios, renuncias fiscais e outros favores. Nossos políticos e a maioria dois empresários atuais só enxergam o Brasil do passado. Em 26 de junho do ano de 2018 publiquei aqui artigo em que demonstrava como esses políticos governam de costas para a nação. E assim continuam: https://aleluiaecia.blogspot.com/2018/06/tempos-modernos.html
 Enquanto o Legislativo ignora a realidade fiscal do país que vai se refletir na vida de cada contribuinte, o Executivo insiste em premiar uma indústria que é sua sócia desde os anos JK. Em lugar nenhum do mundo a indústria automobilística goza dos privilégios usufruídos no Brasil. Em lugar nenhum do mundo um carro tem os preços do Brasil. Em lugar nenhum do mundo o governo morde sua parte no preço do automóvel como aqui entre nós. Um ajuda o outro. O mesmo carro aqui produzido e com muito mais tecnologia é exportado e vendido lá fora mais barato. A preços competitivos com os carros vendidos nos Estados Unidos. Se você quiser reimportar este carro vai pagar mais imposto que o valor recolhido pelo governo quando você compra o carro aqui. Quase a metade. E assim um ajuda o outro. Por essa razão membros de dois governos anteriores ao atual são alvos do judiciário sob desconfiança de recebimento de propina pelo Executivo em troca de benesses fiscais para a indústria do automóvel. O governo está de costas para a nação.

A velha mídia trata o assunto sem a relevância que merece. O setor automobilístico é dono da maior verba privada de publicidade do país. Por essa razão ignoram o assunto. Premiar o setor com renuncia fiscal é um deboche. Desenvolvimento de tecnologia para aumento de segurança, economia de combustível e outros quejandos jamais serão desenvolvidos em território nacional. Tudo vem pronto. É global. Mas nosso governo não sabe. Seria o mesmo que premiar o Google por pesquisar um e-mail moderno aqui no Brasil. É a velha política do compadrio.


Essa indústria aqui se implantou a partir do governo JK, nos anos 50, em troca de benefícios vários para gerar empregos. Assim todos os governos foram concedendo incentivos diversos a fim de manter o desenvolvimento do ABC paulista. Aquela indústria não existe mais. Muitos estados brasileiros abrigam montadoras de carros. E ela já não emprega como antes. Como o nome já diz, são montadoras. O robô toma o lugar do homem numa velocidade assustadora. E toda a tecnologia vem das matrizes.

Na realidade o incentivo fiscal concedido pelo governo vai beneficiar mesmo é o consumidor de outros países, indiretamente. Aqueles para onde são exportados os carros montados aqui. Para nós o carro vai continuar com preço absurdo. Seu valor será dividido entre a montadora e o governo. Quase meio a meio. A montadora nos entrega um bem que desvaloriza rápido. O governo nem estrada boa nos dá em troca da mordida no nosso bolso. Quanto será que vale, no total, uma medida provisória beneficiando a indústria automobilística no valor de dois bilhões de reais por ano? Isso tem um preço. No final a soma dos ganhos será toda dela. E ainda terá direito à remessa de royalties pelo valor da tecnologia importada. E já deverá estar embutida no preço de venda do carro. Essa relação da nossa indústria de carros com nosso governo é como este artigo: difícil de entender. Afinal é uma relação muito antiga, da época do meado do Século passado. Naquele tempo ninguém sabia onde começava os interesses de um e onde começava os interesses do outro. Setenta anos depois continuam juntos, da mesma forma.
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26 de junho de 2018

NOTICIAS DE UM DIA NO BRASIL


Separei algumas poucas notícias de um dia da semana de 04 a 10 de junho de 2018. Não são as melhores, nem as piores notícias de um dia. Apenas notícias normais de um dia de notícias sobre o Brasil. Embora seja um otimista inveterado a realidade sempre tenta me vencer. Mesmo quando leio que presos, acusados de crimes graves, alguns deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro continuam em gozo de todos os seus privilégios, menos a liberdade de ir e vir. Inclusive com visitas de familiares, à noite, em presídios de segurança máxima.

Depois vi na TV o salário de um engraxate da Câmara de Vereadores de São Paulo: dez mil reais por mês. Aposentadoria com salário integral. Culpa sua que não escolheu ser engraxate da Câmara de Vereadores de São Paulo. A seguir veio a leitura do Edital, publicado pelo Superior Tribunal Eleitoral (STE) com abertura de concurso para a contratação de fisioterapeutas para o quadro de funcionários do Tribunal: salários de 14 mil reais/mês. Junto a justificativa do Tribunal: todos os outros tribunais de Brasília possuem fisioterapeutas nos seus quadros. Falta o TSE.


Havia mais informações sobre tribunais:

- O Supremo Tribunal Federal (STF) contratou uma área especial de embarque para os integrantes da Corte no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. De acordo com o Tribunal, o aluguel da nova área, diferente da sala que a Corte tinha anteriormente no terminal de passageiros, ocorreu para garantir a proteção dos seus ministros. O espaço tem um custo anual de 374,6 mil reais/ano e funciona desde julho do ano passado. Mais 31 mil reais e uns quebradinhos por mês. O Estado paga.


Encontrei mais:
-O Superior Tribunal de Justiça (STJ) renovou sua frota de automóveis para transporte de seus ministros e autoridades. Custo: mais de três milhões de reais. Acrescente aí manutenção, motoristas e combustíveis. O Estado paga.


Outra notícia me atraiu. As elétricas do norte do país, juntas, possuem déficit de 200 milhões/mês. Em seguida uma outra dando conta que as distribuidoras de energia elétrica do país, juntas, possuem déficit que supera os 10 bilhões de reais/ano. O Estado paga.


Continuei a leitura. Me dei conta que a Petrobrás com seus 80 mil empregados produz a mesma quantidade de barris de óleo que a maior petroleira do mundo, a americana Exxon Mobil, e tem quatro vezes mais empregados que outra gigante do setor que produz apenas trinta por cento menos: a Statoil, da Noruega. E segundo a Blumberg News até junho do ano de 2015 a nossa gigante do óleo empregava mais 128 mil empreiteiros.


Em mais um pouco de leitura obtive a informação de que a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região-TRF5 com sede em Recife-PE havia suspendido a venda da TAG- Transportadora Associada de Gás, uma subsidiária da Petrobras que teve lucro líquido em 2016 de 7 bilhões de reais e seria vendida por 8 bilhões de dólares para uma empresa francesa, a ENGIE que alugaria os mesmos dutos para BR e esta com a obrigação de pagar a ENGIE o valor referente à máxima utilização dos dutos, mesmo quando não utilizasse toda a capacidade deles. Parece um bom negócio. Se as ações dessa TAG fossem vendidas em bolsa muito brasileiros, provavelmente, se interessariam pelo negócio. Ou não? Resta uma conclusão otimista: esteja dentro do Estado de alguma forma. Do contrário.....


Essas não foram todas as notícias do dia. Selecionei apenas algumas. E ao que me consta nenhuma delas foi fake news. Pelo menos até agora. E todas tem algo em comum: privilégios.

Dizem que o pessimista no seu íntimo deseja que tudo saia errado. Toda a conta dessas notícias acima vai inteirinha para o governo. E a conta do governo quem paga? Você, contribuinte. Sejamos otimistas pois não.